A dengue é uma das doenças mais conhecidas e discutidas no Brasil. Todos os anos, milhares de pessoas enfrentam essa infecção. Mesmo sendo comum, a doença ainda gera muitas dúvidas e inseguranças na população.
Afinal, você sabe identificar os primeiros sinais? Sabe o que fazer em casa e quando é hora de correr para o hospital? Saber essas respostas pode salvar vidas.
Como médica infectologista, meu objetivo é trazer clareza. Vamos conversar de forma simples, direta e sem termos médicos complicados.
Você vai aprender a se cuidar, proteger sua família e entender o comportamento da doença. A informação correta é a nossa melhor vacina e o primeiro passo para uma recuperação segura.
Por que confiar sua saúde à Dra. Liliane Granjeiro?

Escolher um médico é uma decisão que envolve confiança, segurança e a certeza de estar em boas mãos. No campo das doenças infecciosas, onde a precisão do diagnóstico faz toda a diferença, o suporte de um especialista experiente é indispensável.
Veja os pilares que norteiam o atendimento da Dra. Liliane Granjeiro:
Experiência e Autoridade Técnica
Com uma formação sólida e mais de 10 anos de atuação dedicados exclusivamente à Infectologia, a Dra. Liliane combina o conhecimento acadêmico com uma vasta vivência clínica. Essa trajetória permite que ela conduza casos complexos com a segurança que você procura.
Atualização Científica Rigorosa
A medicina é dinâmica, e na infectologia as mudanças são constantes. Por isso, a Dra. Liliane mantém um compromisso inegociável com a atualização, trazendo para o consultório os protocolos mais modernos e tratamentos baseados em evidências científicas atualizadas.
O Cuidado que é só seu
Mais do que tratar doenças, a Dra. Liliane cuida de pessoas. Cada consulta é pautada pela individualização: um olhar atento ao seu histórico, estilo de vida e necessidades específicas. Aqui, o tratamento não é padronizado; ele é desenhado sob medida para você.
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Para quem busca excelência e conveniência, a Dra. Liliane Granjeiro realiza seus atendimentos em Fortaleza-CE, oferecendo um ponto de apoio especializado e acessível para toda a região.
Sua saúde não pode esperar
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Vejam o que dizem alguns pacientes sobre o nosso atendimento:





O que é dengue?
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda. Ela é causada por um vírus e transmitida pela picada de um mosquito específico. Não se trata de uma doença contagiosa, ou seja, ela não passa de uma pessoa para outra.
No Brasil, a dengue é um problema de saúde pública de grande impacto. Nosso clima tropical, com calor e chuvas frequentes, cria o ambiente perfeito para a reprodução do mosquito transmissor.
Existem quatro tipos diferentes do vírus da dengue: os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Isso significa que uma pessoa pode pegar a doença até quatro vezes ao longo da vida. Cada infecção por um sorotipo diferente deixa o corpo imune apenas àquele tipo específico.
O que causa a dengue?

A causa direta da doença é a infecção pelo vírus da dengue. Mas, para que o vírus chegue até você, é necessária a presença de um intermediário fundamental. Esse intermediário carrega o vírus de uma pessoa doente para uma pessoa saudável.
O mosquito Aedes aegypti
O grande responsável pela transmissão da doença é o mosquito Aedes aegypti. Ele é um mosquito urbano, o que significa que ele vive muito perto de nós, dentro de nossas casas e quintais.
Esse mosquito tem características físicas e hábitos bem específicos:
- É menor que um pernilongo comum
- Tem cor escura, preta ou grafite
- Possui listras brancas marcantes nas patas e no corpo
- Tem o hábito de picar mais durante o início da manhã e no fim da tarde
- Voa baixo, geralmente picando as pernas,tornozelos e pés
- Suas larvas se desenvolvem em água parada e limpa, mas também sobrevivem em água turva
Como acontece a transmissão?
A transmissão acontece de forma indireta e em ciclo. O processo é simples de entender e segue os seguintes passos:
- O ciclo começa quando o mosquito fêmea pica uma pessoa que já está infectada com o vírus da dengue
- O vírus se multiplica dentro do organismo do mosquito por alguns dias
- Após esse período, o mosquito torna-se capaz de transmitir a doença
- Ao picar uma pessoa saudável, o inseto injeta o vírus na corrente sanguínea através da sua saliva
Nota importante: Apenas os mosquitos fêmeas picam os seres humanos. Elas precisam das proteínas do nosso sangue para conseguir amadurecer e botar os seus ovos.
Quem pode pegar dengue?
Qualquer pessoa pode pegar dengue, independentemente da idade, gênero ou condição de saúde. Basta ser picado pelo mosquito transmissor infectado. No entanto, o risco de contrair a doença aumenta em regiões com alta infestação do mosquito.
Embora todos possam adoecer, alguns grupos têm maior chance de desenvolver formas graves da infecção. Idosos, bebês, gestantes e portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, precisam de atenção redobrada e monitoramento constante.
Quais são os sintomas da dengue?
Os sintomas da dengue costumam aparecer de forma súbita. O período entre a picada do mosquito e o surgimento dos primeiros sinais varia de 3 a 15 dias. Na maioria dos casos, o quadro clínico começa a se manifestar após 5 a 6 dias da infecção.

Sintomas mais comuns
O sinal inicial mais marcante da doença é a febre alta, que surge de repente. Essa febre costuma passar dos 38,5°C e vem acompanhada de outros sintomas característicos.
Veja a lista dos sintomas mais comuns que os pacientes apresentam:
- Febre alta de início repentino
- Dor de cabeça intensa, localizada principalmente na região da testa
- Dor forte atrás dos olhos, que piora quando você movimenta o olhar
- Dores musculares espalhadas por todo o corpo
- Dor nas articulações, dando a sensação de corpo quebrado
- Cansaço extremo, fadiga e fraqueza intensa
- Manchas vermelhas na pele, que podem coçar e aparecem no tronco e nos braços
- Náuseas, enjoos e perda total do apetite
Sintomas menos conhecidos
Além dos sinais clássicos, a infecção pelo vírus pode causar manifestações menos frequentes. Muitas vezes, esses sintomas fazem o paciente confundir a dengue com um resfriado, uma gripe ou uma virose gastrointestinal.
Fique atento aos seguintes sinais menos conhecidos:
- Diarreia ou fezes mais amolecidas
- Dor de garganta leve e tosse seca
- Pequenos sangramentos na gengiva ao escovar os dentes
- Sangramento nasal leve e esporádico
- Alteração no paladar, deixando um gosto amargo ou metálico na boca
- Hipersensibilidade na pele, tornando o toque desconfortável
Quanto tempo duram os sintomas?
A evolução da dengue costuma ser dividida em três fases bem definidas: febril, crítica e de recuperação. Em casos comuns e sem complicações, a duração total da doença varia entre 7 e 10 dias.
A fase febril dura de 2 a 7 dias. É o período em que o paciente se sente mais prostrado e debilitado. Quando a febre começa a baixar, a doença entra em um momento decisivo.
Para a maioria das pessoas, a redução da febre marca o início da melhora. Porém, para alguns pacientes, esse momento inicia a fase crítica. É justamente quando a febre desaparece que os sinais de gravidade costumam se manifestar.
Como saber se estou com dengue?
O diagnóstico correto da dengue envolve uma combinação de avaliação médica e exames complementares. Se você suspeita que está doente, o primeiro passo é passar por uma consulta de triagem em uma unidade de saúde.
Durante o atendimento, o médico avalia o seu histórico e os seus sintomas. Ele vai perguntar há quantos dias a febre começou e se você mora ou visitou locais com casos confirmados da doença. Essa avaliação inicial é chamada de diagnóstico clínico.
Quando fazer exames?
Muitos pacientes chegam ao consultório querendo fazer exames de sangue imediatamente. No entanto, existe um tempo certo para que os testes laboratoriais consigam detectar a presença da infecção de forma confiável.
Se o exame for realizado cedo demais ou muito tarde, o resultado pode dar um falso negativo. Por isso, a coleta deve seguir as orientações do tempo de evolução dos sintomas.
Quais exames podem ser solicitados?

Existem dois tipos principais de exames para a dengue: os que detectam o vírus e os que avaliam o estado geral do seu corpo. Veja quais são os exames mais comuns solicitados pelos médicos:
- Teste Rápido (NS1): Deve ser feito entre o 1º e o 5º dia do início dos sintomas. Ele procura por uma proteína do vírus no seu sangue e o resultado sai em poucos minutos.
- Exame de Sorologia (IgM e IgG): É indicado a partir do 6º dia do início da febre. Esse teste identifica os anticorpos que o seu próprio sistema de defesa produziu para combater o vírus.
- Hemograma Completo: Não serve para descobrir se você tem o vírus, mas é essencial para monitorar a doença. O hemograma avalia a quantidade de plaquetas e o nível de concentração do sangue. Ele deve ser repetido várias vezes durante o tratamento.
Quais são os sinais de alerta da dengue?

Monitorar os sinais de alerta é a parte mais importante no manejo da doença. Esses sinais indicam que o organismo está perdendo líquidos dos vasos sanguíneos e que o quadro clínico está evoluindo para uma forma mais perigosa.
Os sinais de alerta costumam surgir entre o 3º e o 7º dia da doença, coincidindo com a redução da febre. Você deve prestar muita atenção ao seu corpo nesse período.
Se você ou algum familiar apresentar qualquer um dos sintomas abaixo, procure atendimento médico imediatamente:
- Dor abdominal intensa: Uma dor na barriga contínua, forte e que não passa, mesmo com analgésicos.
- Vômitos persistentes: Vomitar repetidas vezes, impossibilitando a ingestão de água, soro ou alimentos.
- Sangramentos: Sangramento expressivo pelo nariz, nas gengivas, presença de sangue no vômito ou nas fezes.
- Tontura: Sensação de tontura ou desmaio, principalmente ao se levantar da cama ou da cadeira.
- Sonolência excessiva: Irritabilidade extrema, confusão mental ou sonolência profunda, com dificuldade para se manter acordado.
- Falta de ar: Dificuldade para respirar, respiração rápida ou sensação de cansaço ao fazer pequenos esforços.
- Queda da pressão arterial: Sensação de fraqueza extrema, com as mãos e os pés frios e pálidos.
Aviso de emergência: A presença de apenas um desses sinais é um aviso claro de urgência. Não espere o dia seguinte ou a próxima consulta. Vá direto para um pronto-socorro ou unidade de pronto atendimento (UPA).
O que é dengue grave?
A dengue grave, antigamente conhecida pelo termo dengue hemorrágica, é uma forma severa da infecção. Ela se caracteriza por alterações graves na circulação do sangue, sangramentos importantes e mau funcionamento de órgãos vitais.
Nessa condição, os vasos sanguíneos tornam-se mais permeáveis, deixando a parte líquida do sangue escapar para fora das veias e artérias. Esse processo reduz o volume de sangue circulante e pode levar ao estado de choque, que é uma emergência médica gravíssima.
Quem tem maior risco?
Embora qualquer pessoa possa evoluir para a forma grave, algumas situações aumentam consideravelmente essa probabilidade. O principal fator de risco é a ocorrência de uma segunda infecção por dengue.
Se você já teve a doença no passado e contraiu o vírus novamente por um sorotipo diferente, seu sistema de defesa pode reagir de forma exagerada, aumentando o risco de complicações.
Além disso, pertencem ao grupo de maior risco epidemiológico e clínico:
- Idosos acima de 60 anos.
- Crianças pequenas, especialmente os menores de 2 anos.
- Gestantes e mulheres que deram à luz recentemente.
- Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, asma e doença renal crônica.
Quais complicações podem ocorrer?
Quando a doença evolui para a forma grave sem o tratamento adequado e imediato, diversas complicações sérias podem comprometer a vida do paciente. As principais complicações incluem:
- Choque circulatório: Queda drástica e perigosa da pressão arterial devido à perda de líquidos dos vasos sanguíneos.
- Insuficiência renal aguda: Paralisação do funcionamento dos rins por falta de irrigação sanguínea adequada.
- Hemorragias graves: Sangramentos volumosos em órgãos internos, como no estômago, intestinos ou pulmões.
- Disfunção hepática: Inflamação severa do fígado, prejudicando suas funções vitais de desintoxicação.
- Problemas neurológicos: Inflamações no cérebro que podem causar convulsões, alteração de comportamento e coma.
Como é feito o tratamento da dengue?

Até o momento, não existe um medicamento antiviral específico capaz de destruir o vírus da dengue no organismo. O tratamento da dengue é focado no alívio dos sintomas e, acima de tudo, no suporte ao corpo para que ele vença a infecção por conta própria.
O pilar central de todo o tratamento é evitar que o paciente fique desidratado. Na grande maioria dos casos, os cuidados podem ser realizados em casa, desde que seguidas rigidamente todas as orientações da equipe de saúde.
Hidratação
A hidratação é o remédio mais poderoso e essencial contra a dengue. Ela salva vidas e previne que o quadro evolua para as formas graves da doença. A quantidade de líquidos que um paciente precisa ingerir é muito maior do que o consumo habitual do dia a dia.
Para um adulto comum, a recomendação padrão é ingerir cerca de 60 a 80 mililitros de líquido por quilo de peso corporal todos os dias. Isso significa que uma pessoa de 70 kg precisa tomar de 4 a 5 litros de líquidos por dia.
A composição dessa hidratação deve ser feita da seguinte forma:
- Soro caseiro ou soro de reidratação oral: Deve corresponder a pelo menos um terço do total de líquidos diários. Ele repõe a água e os sais minerais essenciais que o corpo perde.
- Água pura: Fundamental para manter o volume de líquidos no corpo.
- Sucos de frutas naturais: Excelentes fontes de vitaminas e energia.
- Água de coco: Naturalmente rica em potássio e ótima para a recuperação.
- Chás claros: Como chá de camomila ou erva-doce, consumidos mornos ou frios.
A hidratação deve ser fracionada, ou seja, o paciente deve dar pequenos goles em intervalos curtos de tempo, durante todo o dia e também à noite. Se houver vômitos, a hidratação na unidade de saúde por meio de soro na veia torna-se obrigatória.
Repouso
O repouso absoluto é fundamental durante todo o período em que o paciente apresentar febre e nos dias imediatamente posteriores. O corpo gasta uma quantidade enorme de energia para combater o vírus e reparar os danos celulares.
Fazer esforços físicos, trabalhar ou realizar tarefas domésticas pesadas aumenta o desgaste do organismo, piora as dores no corpo e pode retardar o processo de cura. Fique na cama ou descansando no sofá em um ambiente fresco e tranquilo.
Medicamentos permitidos
Para controlar a febre alta e aliviar as dores intensas no corpo e na cabeça, alguns medicamentos específicos podem ser utilizados com segurança. Eles devem ser tomados respeitando rigorosamente as doses e os intervalos prescritos pelo médico:
- Paracetamol: Indicado para o controle da febre e alívio das dores gerais. É importante respeitar o limite máximo diário para evitar sobrecarga no fígado.
- Dipirona: Excelente analgésico e antitérmico, muito utilizado para aliviar o desconforto e baixar a temperatura corporal.
Medicamentos que devem ser evitados
Existem medicamentos muito comuns em nossas farmácias caseiras que são totalmente proibidos em caso de suspeita ou confirmação de dengue. O uso dessas substâncias coloca a vida do paciente em risco gravíssimo.
Você deve evitar terminantemente o uso de:
- Ácido Acetilsalicílico (Aspirina, AAS): Esse medicamento interfere diretamente na coagulação do sangue e na função das plaquetas, aumentando drasticamente o risco de hemorragias graves.
- Anti-inflamatórios não esteroides (Ibuprofeno, Nimesulida, Diclofenaco, Cetoprofeno): Eles agridem a mucosa do estômago e também prejudicam a coagulação sanguínea, elevando as chances de sangramentos internos.
- Corticoides (Prednisona, Dexametasona): Não devem ser utilizados na fase inicial da doença sem indicação médica expressa, pois podem mascarar sintomas importantes e comprometer a resposta de defesa do corpo.
Aviso importante: Nunca se automedique. Tomar o remédio errado por conta própria achando que é uma gripe comum pode transformar um caso simples de dengue em uma complicação grave.
O que comer quando se está com dengue?
A alimentação durante a infecção deve ser leve, de fácil digestão e nutritiva. É muito comum que o paciente sinta uma perda total de apetite e enjoos frequentes. Por isso, as refeições devem ser pequenas e oferecidas várias vezes ao dia.
O foco da dieta alimentar deve ser dar suporte à hidratação e fornecer nutrientes essenciais para que o sistema de defesa do corpo continue trabalhando na recuperação das plaquetas e tecidos.
Alimentos que ajudam na recuperação
Prefira alimentos que exijam pouco esforço do estômago para serem digeridos e que possuam alto teor de água e vitaminas. Inclua no cardápio do paciente:
- Sopas e caldos mornos de legumes com frango desfiado ou carne magra.
- Purês de batata, mandioquinha ou cará.
- Arroz branco bem cozido e legumes no vapor (como chuchu, abóbora e cenoura).
- Frutas ricas em água, como melancia, melão, laranja e mexerica.
- Alimentos ricos em ferro e vitamina C (como couve, espinafre e frutas cítricas) para ajudar no restabelecimento do organismo.
- Gelatina, iogurte natural e torradas claras em pequenas porções.
O que evitar
Alguns tipos de alimentos exigem um trabalho muito pesado do sistema digestivo, podendo aumentar os enjoos, causar azia e piorar o mal-estar geral. Durante a doença, retire do cardápio:
- Alimentos gordurosos, frituras e petiscos fritos.
- Carnes vermelhas muito gordas ou cortes pesados.Condimentos excessivamente fortes, pimenta e molhos industrializados.
- Alimentos ultraprocessados, salgadinhos de pacote e embutidos (como salsicha e linguiça).
- Doces concentrados, recheados, bolos industrializados e chocolates.
- Refrigerantes, sucos artificiais em pó ou caixinha e bebidas energéticas
Quanto tempo leva para se recuperar da dengue?
O tempo médio para a recuperação total da dengue varia de 10 a 14 dias na maioria das pessoas. No entanto, o processo de evolução da doença acontece por etapas bem marcadas e que exigem cuidados distintos.
A primeira etapa é a fase febril, que costuma durar de 2 a 7 dias. Após a queda da febre, inicia-se o período crítico, que dura cerca de 24 a 48 horas. É nessa janela de tempo que o paciente precisa ficar em repouso absoluto e manter a hidratação máxima em casa, monitorando os sinais de alerta.
Passado o perigo da fase crítica, o corpo entra na fase de recuperação. O apetite começa a voltar, as manchas na pele clareiam e uma sensação de coceira geral, principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés, pode aparecer.
Embora o vírus seja eliminado em cerca de 10 dias, é perfeitamente normal sentir um cansaço residual e fraqueza muscular por mais algumas semanas. Esse quadro de fadiga pós-viral melhora gradativamente com repouso e boa alimentação.
Como prevenir a dengue?
A prevenção da dengue continua sendo a nossa ferramenta coletiva mais eficiente. Como o vírus depende diretamente do mosquito para circular, o foco principal de prevenção deve ser impedir o nascimento e o desenvolvimento do vetor.
Sem o mosquito transmissor nas proximidades, o ciclo de transmissão da doença é interrompido com sucesso, protegendo bairros inteiros.
Como eliminar focos do mosquito
O mosquito deposita seus ovos nas paredes de recipientes que acumulam água limpa ou parada. Esses ovos são extremamente resistentes e podem sobreviver secos por mais de um ano, aguardando o próximo período de chuvas para eclodir.
Uma ação semanal de apenas 10 minutos na sua casa é suficiente para interromper o ciclo de vida do inseto, que leva cerca de uma semana para ir do ovo à fase adulta.
Cuidados dentro de casa
- Mantenha os vasos de plantas sem pratinhos ou coloque areia grossa até a borda de cada prato.
- Lave semanalmente com escova e sabão o interior dos potes de água dos animais de estimação.
- Mantenha caixas d’água, cisternas e poços completamente vedados com tampas adequadas.
- Não deixe acumular água em bandejas de geladeiras de degelo automático ou atrás de aparelhos de ar-condicionado.
- Mantenha baldes, bacias e garrafas vazias virados de boca para baixo.
- Coloque telas milimétricas nas janelas e ralos que são pouco utilizados.
Cuidados em áreas externas
- Mantenha os vasos de plantas sem pratinhos ou coloque areia grossa até a borda de cada prato.
- Lave semanalmente com escova e sabão o interior dos potes de água dos animais de estimação.
- Mantenha caixas d’água, cisternas e poços completamente vedados com tampas adequadas.
- Não deixe acumular água em bandejas de geladeiras de degelo automático ou atrás de aparelhos de ar-condicionado.
- Mantenha baldes, bacias e garrafas vazias virados de boca para baixo.
- Coloque telas milimétricas nas janelas e ralos que são pouco utilizados.
Cuidados em áreas externas
- Limpe as calhas do telhado regularmente para evitar o acúmulo de folhas e água da chuva.
- Guarde pneus velhos e secos em locais totalmente cobertos e protegidos das chuvas.
- Descarte adequadamente no lixo tampinhas de garrafa, cascas de ovos e sacos plásticos que possam acumular água.
- Mantenha piscinas sempre tratadas com cloro e limpas, cobrindo-as quando não estiverem em uso.
- Verifique se lonas de cobertura de materiais de construção não criaram poças de água.
- Limpe e desentupa ralos externos de escoamento de água da chuva.
Uso de repelentes
O uso diário de repelentes de pele é uma medida de proteção individual indispensável, especialmente durante períodos de surtos ou epidemias. Eles criam uma barreira química que impede o mosquito de pousar e picar.
Ao escolher um repelente, confira o rótulo para garantir que ele contenha um dos três princípios ativos recomendados pelas autoridades de saúde:
- Icaridina: Apresenta longa duração de proteção, podendo proteger por até 10 horas dependendo da concentração. É muito segura para crianças e gestantes.
- DEET: Um dos repelentes mais tradicionais do mercado. O tempo de ação varia de acordo com a concentração do produto na fórmula.
- IR3535: Oferece boa proteção contra o mosquito e costuma ser indicado para bebês e peles sensíveis, necessitando de reaplicações frequentes.
Aplique o produto em todas as áreas expostas da pele e por cima das roupas finas. Lembre-se de reaplicar o repelente conforme o tempo indicado pelo fabricante ou sempre que suar excessivamente ou entrar na água.
Vacina contra dengue

A vacinação contra a dengue representa um avanço histórico no combate à doença. Atualmente, existem vacinas aprovadas e seguras disponíveis no Brasil, que ajudam a reduzir drasticamente o risco de infecção e, principalmente, a ocorrência de casos graves e internações.
Quem pode se beneficiar da vacinação?
A vacina é indicada tanto para pessoas que nunca tiveram dengue quanto para aquelas que já contraíram a doença anteriormente. Ela atua estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos protetores contra os quatro sorotipos do vírus.
A recomendação atual de faixa etária e o esquema de doses podem variar conforme as diretrizes do Ministério da Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) e as indicações das clínicas particulares.
Geralmente, o esquema completo exige a aplicação de mais de uma dose, respeitando um intervalo de alguns meses entre elas. É fundamental completar o esquema vacinal para garantir a proteção duradoura de longo prazo.
Perguntas frequentes sobre dengue (FAQ)
Abaixo, respondo diretamente às principais dúvidas que recebo dos pacientes no consultório de infectologia sobre o comportamento da doença:
Dengue passa de pessoa para pessoa?
Não. A doença não é contagiosa e não é transmitida pelo contato físico direto, pelo beijo, pela saliva, pelo compartilhamento de copos, talheres ou pelo ar. A transmissão só acontece por meio da picada da fêmea do mosquito infectada.
Quem já teve dengue pode pegar novamente?
Sim, com certeza. Como existem quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue circulando, uma pessoa pode contrair a doença até quatro vezes ao longo da vida. Cada infecção subsequente por um tipo diferente aumenta o risco de desenvolver as formas graves da enfermidade.
Toda dengue é grave?
Não. A grande maioria dos casos de dengue evolui de forma clássica, leve ou moderada, com plena recuperação do paciente após uma ou duas semanas de repouso e hidratação adequada. A forma grave acomete uma porcentagem menor de pacientes, mas exige atenção e cuidados imediatos.
É possível ter dengue sem febre?
Embora seja raro, é possível sim. A febre alta é o sintoma clássico e mais comum, mas algumas pessoas, especialmente idosos e indivíduos com o sistema de defesa debilitado, podem apresentar a infecção sem manifestar febre, tendo apenas dores no corpo, manchas na pele e fraqueza.
Dengue pode matar?
Sim. Se a doença evoluir para a forma grave (com choque circulatório ou hemorragias importantes) e o paciente não receber hidratação venosa e cuidados médicos rápidos em ambiente hospitalar, o quadro pode evoluir para o óbito. O diagnóstico precoce previne essa evolução.
Grávidas podem ter dengue?
Sim, e as gestantes são consideradas um grupo de alto risco clínico. A infecção durante a gravidez pode causar complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, aumentando o risco de parto prematuro, abortamento ou sangramentos no momento do parto. O acompanhamento médico deve ser diário.
Crianças têm sintomas diferentes?
Muitas vezes sim. Em bebês e crianças pequenas, os sintomas podem ser vagos e difíceis de identificar. A febre pode ser o único sinal perceptível, acompanhada de choro fácil, irritabilidade, recusa da alimentação, apatia e episódios isolados de diarreia ou vômito.
Quanto tempo devo ficar em repouso?
O repouso deve ser mantido durante todo o período em que houver febre e por mais 48 a 72 horas após o seu desaparecimento. Esse período após a febre coincide com a fase crítica da doença, quando o corpo mais precisa descansar para evitar complicações circulatórias.
Quando procurar um infectologista?
O médico clínico geral ou o pediatra estão plenamente capacitados para realizar o diagnóstico inicial, triagem e o tratamento padrão da maioria dos casos de dengue nas unidades básicas de saúde e prontos-socorros.
No entanto, a consulta com um médico infectologista — que é o especialista focado no estudo e tratamento de infecções causadas por vírus, bactérias e parasitas — é altamente recomendada em cenários específicos:
- Pacientes que já tiveram dengue anteriormente e desejam orientação personalizada sobre prevenção e vacinação.
- Pacientes pertencentes a grupos de risco (como portadores de doenças autoimunes ou condições de saúde crônicas) que necessitam de um plano de monitoramento mais detalhado.
- Casos em que os sintomas de fraqueza, cansaço extremo ou alterações nos exames de sangue persistem por muitas semanas após o término da infecção.
- Esclarecimento de dúvidas complexas sobre a eficácia, indicações específicas e contraindicações das vacinas contra a dengue disponíveis no mercado.
Conclusão
A dengue é uma doença séria, de evolução rápida, mas que pode ser controlada com sucesso através de duas atitudes fundamentais: a prevenção contínua e a hidratação precoce. Cuidar do nosso quintal e eliminar a água parada impede que o mosquito nasça e transmita o vírus para aqueles que amamos.
Se você ou alguém próximo começar a apresentar febre alta repentina acompanhada de dores no corpo, não hesite: inicie imediatamente a ingestão abundante de líquidos e procure a unidade de saúde mais próxima para uma avaliação profissional.
Fique atento aos sinais de alerta, descanse e lembre-se de que a hidratação correta é o caminho seguro para restabelecer a sua saúde por completo. Proteja-se e faça a sua parte no combate ao mosquito!
Para mais informações, clique no link: https://dralilianegranjeiro.com.br/muito-alem-da-virose-quem-e-o-infectologista-e-por-que-ele-cuida-de-voce-2/
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